Austrália e Egito se enfrentaram nesta sexta-feira (3), em partida válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. Os egípcios venceram nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
Os dois gols do jogo foram marcados pelo Egito: primeiro por Emam Ashour, abrindo o placar para os africanos; depois Mohamed Hany marcou contra para o empate australiano. Nos pênaltis, depois de duas cobranças para fora dos australianos, o Egito se classificou.
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Dificuldade de criar faz Austrália e Egito terem jogo mais pobre do mata-mata
Austrália e Egito fizeram um jogo de muita dificuldade criativa. Os egípcios abriram o placar cedo, aos 13 minutos do primeiro tempo, depois de um lance de bola parada: uma falta batida para o gol que gerou rebote para Emam Ashour.
Mas mesmo com o gol marcado e com ligeiramente mais tempo de posse, o Egito teve apenas mais duas finalizações em todo o primeiro tempo e gerou somente mais 0,13 gol esperado (xG) — uma produção ofensiva quase nula.
E isso aconteceu, curiosamente, em um contexto em que a Austrália não necessariamente defendia em bloco muito baixo e compacto. Em diferentes momentos, os australianos defenderam em bloco médio/alto em um 5-2-3 que deixava espaços.
Nesse esquema defensivo, a Austrália colocava Cristian Volpato, Nestory Irankunda e Connor Mectcalfe como jogadores mais avançados para a primeira pressão, deixava espaços na segunda linha. Apenas os dois volantes, Aiden O’Neill e Jackson Irvine, tinham que preencher toda a região lateralmente — ou ter os alas subindo pelos lados.
Isso criava um efeito dominó de espaços no meio e, se os alas subissem, gerava espaços nas costas da defesa. O Egito não tinha meias criativos para usar a vantagem que era gerada entrelinhas, mas conseguiu em alguns momentos chegar ao último terço com lançamentos para a profundidade.
Ainda assim, Mohamed Salah e Omar Marmoush, os principais jogadores egípcios, viveram uma partida apagada e pouco produziram. O atacante do Manchester City, inclusive, perdeu uma chance clara.
Gol contra histórico na Copa do Mundo
Os australianos também tiveram dificuldade de criar. A equipe de Tony Popovic teve sucesso na fase de grupos em transição — incluindo a aula de defender baixo e contra-atacar no 2 a 0 contra a Turquia. Mas contra um time que não era tão dominante assim, não teve tantas oportunidades de sair em velocidade para pegá-los desprevenidos, mesmo quando baixou o bloco para um 5-4-1 no segundo tempo.
Mesmo com 12 finalizações no tempo regulamentar, a Austrália não teve chances claras e tirou seus dois principais atacantes no fim do jogo. O gol de empate, de forma simbólica, foi contra, em um lance de bola parada.
O gol australiano marcado por Mohamed Hany foi também histórico: foi o 13º gol contra da atual edição da Copa do Mundo, fazendo deste o torneio com maior número de gols contra de todos.
Em 86 jogos até o momento no Mundial, os 13 gols contra superaram os 12 da edição e 2018 — que teve 64 jogos ao total. Antes disso, a edição de 1998, terceira no ranking, teve apenas seis.
Nos pênaltis, Patrick Beach não manteve o destaque do restante da sua participação: foi substituído no fim da prorrogação por Matt Ryan, que não defendeu nenhuma cobrança. Agora, a seleção egípcia espera o vencedor de Argentina e Cabo Verde para o duelo das oitavas de final, na próxima terça-feira (7), às 13h no horário de Brasília.
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