Desde que foi contratado por empréstimo junto ao Real Madrid em janeiro, Endrick assumiu a titularidade no Lyon de Paulo Fonseca. Entretanto, o atacante brasileiro perdeu o status de intocável devido às últimas atuações oscilantes, que também renderam críticas públicas do técnico português.
O desabafo de Fonseca veio acompanhado do uso do ex-Palmeiras como reserva na partida contra o Lorient, no último domingo (12), no Groupama Stadium, pela 29ª rodada da Ligue 1. As dificuldades de criação no 1º tempo convenceram o treinador do Lyon em apostar em Endrick no intervalo.
Logo nos primeiros minutos em campo, o camisa 9 do OL deu a assistência para o gol de Roman Yaremchuk, além de iniciar a jogada que terminou com Corentin Tolisso sacramentando o 2 a 0. Após Endrick dar a resposta dentro de campo, o treinador português explicou que tomou a decisão de barrá-lo à espera desse tipo de reação.
— Precisávamos do Endrick e da sua iniciativa individual. Por isso que quis fazer esta alteração. A sua entrada foi importante, decisiva. Ele entendeu o que eu queria, é disso que eu gosto. O Endrick é uma pessoa muito boa de quem gosto muito. Falei com ele, (que) compreendeu que precisa evoluir — disse Paulo Fonseca em entrevista pós-jogo.
Paulo Fonseca quis mexer com Endrick no Lyon
Quando o atacante desembarcou na França, o Lyon vivia uma sequência histórica de vitórias em 2025/26. E o brasileiro não precisou de muito tempo para se adaptar à filosofia de jogo do técnico português, tanto que marcou cinco gols e deu quatro assistências em suas primeiras oito partidas no OL.
Só que a queda de rendimento coletiva também afetou o impacto individual de Endrick. Outrora destaque como ponta-direita, o camisa 9 não fez bons jogos, sobretudo por não realizar combinações com seus companheiros, e tampouco buscou a infiltração pelo meio para ter chances de arrematar.
Em números, Endrick balançou as redes apenas uma vez e concedeu um passe para gol nas sete partidas posteriores. Como consequência, o treinador do Lyon usou sua coletiva de sexta-feira (10) para fazer críticas públicas ao atacante brasileiro, revelando que “não estava feliz” com seu desempenho.
— Ele (Endrick) tem a responsabilidade de entregar mais. Não estou aqui para criticar, mas espero mais. Ele tem o dever de fazer mais. Nós precisamos dele — disparou o português
Rachid Ghazzel, que não faz um gol desde março do ano passado, ganhou a preferência de Fonseca contra o Lorient. O argelino em nada ajudou o OL em 45 minutos, e coube a Endrick mostrar que entendeu o recado do treinador para provar que não merece ficar no banco.
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