A Copa do Mundo 2026 tem somente quatro jogos disputados, mas os Estados Unidos já entregaram a exibição mais impressionante do torneio. Em atuação dominante nesta sexta-feira (12), a seleção de Mauricio Pochettino atropelou o Paraguai por 4 a 1 no SoFi Stadium (Los Angeles), na estreia do Grupo D, e transformou um confronto que prometia equilíbrio em um verdadeiro monólogo.
Certamente foi o primeiro “choque” do Mundial. E mais do que o resultado, a maneira como a equipe da casa se impôs chama atenção e levanta uma questão inevitável: estamos diante da melhor versão da seleção norte-americana em Copas?
Estados Unidos x Paraguai: como foi o jogo?
Um lado claramente foi melhor durante os 90 minutos: os Estados Unidos. Com postura propositiva e muita intensidade desde o pontapé inicial, a seleção norte-americana empurrou o Paraguai contra o próprio campo e não demorou a abrir o placar. Em linda jogada individual de Pulisic pelo lado esquerdo, a bola caiu nos pés de McKennie, que cruzou rasteiro e viu Bobadilla marcar contra.
O camisa 10 estadunidense voava e mandava no jogo. Foi dele a assistência para Folarin Balogun aumentar a contagem. Superioridade abissal dos donos da casa, e uma etapa inicial constrangedora dos paraguaios — que ainda sofreram o terceiro. Com direito a dribles desconcertantes para cima dos defensores, Balogun ampliou o drama sul-americano.
No segundo tempo, o time paraguaio até conseguiu descontar. Maurício saiu do banco e diminuiu o prejuízo em chute cruzado rasteiro, mas já era tarde demais. O estrago estadunidense feito nos 45 minutos iniciais já havia definido os rumos da partida.
Nos acréscimos, virou goleada. Reyna, em finalização de três dedos deu números finais ao duelo e deu ainda mais justiça ao placar. De fato, só um time entrou em campo em Los Angeles.
Estados Unidos x Paraguai: o primeiro grande impacto desta Copa
O 4 a 1 sobre o Paraguai foi convincente. A atuação dos Estados Unidos, porém, impressionou ainda mais do que o resultado. Durante boa parte da partida, especialmente no primeiro tempo, a equipe de Mauricio Pochettino encontrou espaços com facilidade, sufocou a saída de bola adversária e controlou o jogo de uma maneira que poucos esperavam ver em uma estreia de Copa do Mundo.
Pulisic comandou praticamente tudo o que aconteceu no ataque, Balogun castigou a defesa paraguaia sempre que encontrou espaço, e o meio-campo americano controlou as ações sem encontrar resistência. O Paraguai raramente conseguiu competir de igual para igual.
Durante anos, os Estados Unidos construíram a fama de seleção organizada, intensa e capaz de dificultar a vida dos favoritos — isso quando se classificava para Copas. Contra o Paraguai, a impressão foi outra: os norte-americanos dominaram e impuseram ritmo surpreendente.
O panorama dos Estados Unidos no Grupo D
Ainda é cedo para transformar os Estados Unidos em candidatos a qualquer coisa nesse Mundial, mas a estreia muda a forma como a equipe será observada daqui para frente. Durante décadas, como citado, a seleção norte-americana construiu sua reputação baseada em organização, intensidade física e capacidade de competir contra adversários mais talentosos.
Contra o Paraguai, mostrou algo diferente: repertório técnico, fluidez ofensiva e talento individual suficiente para controlar completamente uma partida de Copa do Mundo.
O contexto também favorece o otimismo. Com Austrália e Turquia completando o Grupo D, os donos da casa surgem como favoritos para terminar na liderança da chave caso mantenham o nível apresentado na estreia.
Mais importante do que os três pontos foi a mensagem enviada ao restante do torneio. Se esta atuação não pode ser apontada de forma definitiva como a melhor da história dos Estados Unidos em Copas, certamente entra na discussão. E, acima de tudo, deixa um questionamento aberto para as próximas semanas: até onde essa seleção é capaz de chegar?
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