Gabriel Martinelli foi o herói da Seleção na vitória na virada contra o Japão, que classificou o Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo.
A partida do atacante teve diferentes significados: foi o seu primeiro gol em uma Copa do Mundo e marcou seu segundo gol contra a seleção japonesa. Mas, acima de tudo, trouxe um alívio em meio a uma temporada de altos e baixos.
— Futebol é assim, a gente sabe como são as coisas. Claro que você acaba escutando coisas que você não quer, pessoas falam que não queriam você na Seleção. Eu tento ficar o máximo possível fora disso, não escutar tanto esses barulhos de fora. Fico muito feliz hoje de poder ter ajudado o Brasil com esse gol para a classificação, e espero que essas pessoas que falaram que eu não merecia estar aqui pelo menos tenham ficado um pouco feliz por mim e pela nossa Seleção — declarou Martinelli após o jogo.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Na Seleção, Martinelli demorou a engrenar
Apesar do gol da classificação, Gabriel Martinelli ainda não havia exibido uma grande atuação nesta Copa do Mundo. O jogador não entrou em campo na estreia do Brasil contra o Marrocos, mas foi acionado pelo técnico Carlo Ancelotti nos confrontos diante do Haiti e Escócia durante o segundo tempo.
Mesmo diante das vitórias por 3 a 0 nos confrontos anteriores, o atacante não chegou a marcar ou oferecer assistências, o que lembrou os questionamentos feitos ao seu desempenho durante o amistoso contra a França, em março deste ano, no ciclo pré-Copa.
Na época, ele chegou a garantir a melhor finalização do Brasil na primeira etapa, mas pouco mostrou além disso, o que também parecia ser um espelho das suas atuações sob o comando de Mikel Arteta no Arsenal.
Aliás, na própria partida diante do Japão, o jogador teve poucas oportunidades, com apenas duas finalizações. No entanto, Martinelli conseguiu ser efetivo e aproveitou para colocar a bola na rede com uma finalização decisiva para os rumos da partida.
Para que o atacante conseguisse chegar em uma atuação que fizesse a diferença, Ancelotti precisou mudar a proposta ofensiva para superar e barreira asiática, que contou com a utilização de Endrick além do próprio Gabriel, que substituiu Matheus Cunha para reforçar a pressão sobre a saída de bola dos japoneses.
Martinelli viveu temporada difícil no Arsenal
Mesmo com o título da Premier League e o vice-campeonato na Champions League, o brasileiro não escapou de ter o seu nome cogitado em uma possível saída do Arsenal.
Ao longo da temporada, Gabriel Martinelli chegou a revezar a condição de titular com Leandro Trossard, mas nenhum dos dois convenceu de maneira contundente, principalmente diante do nível exigido pela temporada dos Gunners.
Em meio às dúvidas sobre o seu futuro, Martinelli também garantiu participação em momentos importantes. A vitória sofrida do Arsenal sobre o Sporting por 1 a 0 pelo jogo de ida das quartas de final da Champions League passou pela escolha de Mikel Arteta de buscar soluções no banco. E uma delas foi decisiva: a entrada de Gabriel Martinelli.
O brasileiro, que entrou aos 30 minutos do segundo tempo, trouxe mais profundidade ao ataque e participou diretamente do lance decisivo em uma belíssima assistência já nos acréscimos.
Mas é justamente a mistura de atuações que mostrou que o ponta brasileiro teve dificuldades para manter a regularidade em alguns momentos desta temporada, e viu crescer a percepção de que o clube pode buscar um reforço de maior nível nessa posição como parte da reformulação do ataque.
Por isso, a imprensa inglesa apontou que o jogador se mostrou com status de negociável na próxima janela de transferências. Martinelli contrato com o Arsenal até 2027, com opção de extensão até 2028. Neste caso, o Mundial pode ser uma última chance dos Gunners repensarem a posição do brasileiro na equipe inglesa.
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