Copa do Mundo

Goleada da Escócia sobre a Bolívia apresenta respostas em um setor cheio de dúvidas

Goleada da Escócia sobre a Bolívia apresenta respostas em um setor cheio de dúvidas

Terceiro adversário do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, a Escócia dominou o amistoso contra a Bolívia em uma goleada por 4 a 0 neste sábado (6), que marcou o compromisso antes do início do Mundial.

Explorando as suas laterais, a equipe comandada por Steve Clarke se manteve à vontade para explorar a defesa lenta e exposta dos adversários. Aliás, a postura da equipe reflete um desempenho que tem sido testado: o grupo se apresenta positivamente quando pressiona intensamente e joga para frente.

Foi dessa forma que o Tartan Army abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo, com o cruzamento promovido pelo experiente Andy Robertson, que encontrou Shankland livre para cabecear para o fundo das redes.

Não demorou para que o jogador-chave da equipe conseguisse se destacar. Aos 22 minutos, Scott McTominay recebeu um excelente passe de Shankland na área, finalizando para marcar o segundo.

O meia, inclusive, é uma das esperanças do país no Mundial, devido à sua capacidade de finalização e de conseguir se apresentar com frequência na área adversária.

Escócia comemora gol sobre a Bolívia (Foto: PA Images/Icon Sport)

Vitória pode dar certezas à Escócia

Por outro lado, a goleada também pode trazer novas resoluções no setor ofensivo. Após a lesão de Billy Gilmour durante um amistoso contra Curaçao, o técnico vem abrindo possibilidades em testes táticos, buscando sanar as críticas por parte dos torcedores pelas suas táticas defensivas.

Contra a Bolívia, Clarke optou por utilizar um atacante a mais para o lugar de Gilmour e viu a escolha surtir efeito. Ché Adams, experiente jogador e que tem a confiança do técnico, foi destaque na goleada, balançando a rede em duas ocasiões.

O atacante apareceu na área de forma isolada após o cruzamento rasteiro de Gannon-Doak e mandou a bola para o fundo da rede, marcando o segundo gol da equipe.

Ele ampliou o marcador em mais uma parceria com Doak, após o meio-campista se aproveitar de um rápido contra-ataque e passar para Adams, que após ser bloqueado na primeira finalização, insistiu na jogada que resultou no quarto gol.

A integração entre Adams e Shakland (que, além do gol, também anotou uma assistência) foi outro fator a ser observado, dando mais segurança a Clarke. Na ideia de rodar o time e testar formações, buscando uma forma mais ofensiva, a Escócia encerrou o jejum de vitórias sob uma seleção sul-americana, feito que não acontecia desde 1995.

A expectativa para a Copa do Mundo é que o técnico, inclusive, enfrente o Haiti utilizando dois atacantes (com a aposta na dupla Shakland-Adams) para explorar especialmente os contra-ataques, opção que não deve ocorrer nos confrontos contra o Brasil e o Marrocos, por exemplo, já que deve apostar em um estilo mais defensivo contra seleções de nível superior.

Fonte: Trivela  |  Autor: Carol Guerra

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