Copa do Mundo

Inglaterra é salva por especialidade de Bellingham e falha de carrasco do Brasil para eliminar Noruega

Inglaterra é salva por especialidade de Bellingham e falha de carrasco do Brasil para eliminar Noruega

A Inglaterra venceu a Noruega neste sábado (11), em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo, por 2 a 1. Com a vitória, o time de Jude Bellingham e companhia mantém sua invencibilidade no Mundial e se torna mais um dos quatro melhores do torneio.

Os gols foram marcados por Andreas Schjelderup e Jude Bellingham duas vezes. Os ingleses mantiveram a dificuldade de furar blocos baixos e não conseguiram pressionar bem o suficiente para ter domínio, mas foram salvos pela especialidade do seu camisa 10: o ataque à área vindo de trás. Os noruegueses, por outro lado, não conseguiram acionar Erling Haaland.

Inglaterra mantém dificuldade característica na Copa do Mundo, mas Bellingham salva

Antes da partida, esperava-se que as transições fossem o fator determinante para definir qual lado sairia vencedor. E, de fato, foi o que aconteceu: o primeiro gol do jogo, que abriu o placar para os noruegueses, saiu dessa forma.

Com pressão alta e pegando a defesa inglesa se ajustando depois de perder a bola, Martin Odegaard encontrou Andreas Schjelderup com espaço para marcar um golaço cruzado de fora da área.

O primeiro tempo representou o que se esperava do jogo: a Inglaterra com a bola e a Noruega priorizando ataques rápidos, mesmo que tivessem momentos de posse mais pausada. O perigo de desacelerar e manter o time no campo de ataque para os noruegueses era justamente permitir campo aberto para os Três Leões.

Bellingham e Haaland tiveram jogos contrastantes (Foto: IMAGO / Moritz Müller)

Mesmo que tenha um dos grandes trabalhos desenvolvidos com base no Jogo de Posição, o time de Thomas Tuchel tem mostrado grande dificuldade em furar blocos baixos nessa Copa do Mundo. Aconteceu contra Gana e RD Congo, e era o que acontecia contra os Vikings — até, em um lance de contra-ataque, Anthony Gordon recebeu em profundidade e encontrou Jude Bellingham atacando a área para empatar.

No entanto, a dificuldade permaneceu para os dois lados. A Noruega até teve uma chance em contra-ataque puxado por Alexander Sorloth, um centroavante sem grandes qualidades com a bola no pé e que não tocou para um Haaland infiltrando livre na área para fazer um hipotético 2 a 0.

Os noruegueses tiveram mais posse de bola na segunda etapa a Tuchel fez mudanças curiosas ao longo desse período. Reece James entrou como volante e depois se tornou lateral, Eberechi Eze se tornou camisa 10 e depois ponta-esquerda e o time pareceu ir se “remendando” ao longo do jogo.

Em um jogo complicado para os dois lados, calhou para Jude Bellingham salvar os ingleses novamente. Depois de ser herói contra o México, o meia voltou a marcar no início da prorrogação depois de Orjan Nyland, que foi destaque contra o Brasil, falhar em uma defesa e dar rebote no meio da área, que o camisa 10 atacou com proeza.

Defesa da Noruega foi bem, mas parou em falha de carrasco brasileiro

O time de Stale Solbakken tinha diferentes padrões de defesa. O que apareceu mais foi o bloco baixo em 4-1-4-1, algo já padronizado em toda a Copa. O objetivo era claro: impedir que a Inglaterra construísse com apoio de jogadores entre as linhas.

Com um bloco baixo defendendo por zona, os defensores noruegueses não eram manipulados pela movimentação dos jogadores ingleses. Sander Berge, o primeiro volante, também ajudava a impedir o impacto de Harry Kane descendo como falso nove. Com isso, a Inglaterra teria de confiar no jogo com os pontas para entrar na área — tanto que foi assim que saiu o empate.

Haaland lamenta chance da Noruega (Foto: IMAGO / Brazil Photo Press)

Para além do bloco baixo, os noruegueses também pressionavam alto de duas formas:

  • Em 4-1-4-1, em momentos como tiros de meta, com Haaland condicionado a construção para um dos lados e fechando o passe para trás e os demais meias pressionando as opções de passe individualmente;
  • Quando ainda defendia baixo, a Noruega tinha um claro gatilho para subir pressão: sempre que a construção inglesa recuava com passes para trás, os Vikings adiantavam as linhas e subia pressão em 4-4-2, com Odegaard se juntando a Haaland na primeira linha de combate.

A defesa norueguesa foi capaz de conter os ingleses em diferentes instâncias. O time de Tuchel teve dificuldades quando recebia a pressão no gatilho, mas também não conseguiu entrar na área norueguesa e o empate persistiu durante o restante do jogo. Restou apenas Bellingham salvá-los.

Agora, a Inglaterra espera o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça, que será disputado ainda neste sábado, às 22h (de Brasília), para conhecer seu adversário na semifinal. O confronto que dará vaga à final da Copa do Mundo será disputado na próxima quarta-feira (15), às 16h.

Fonte: Trivela  |  Autor: Guilherme Ramos

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