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Os maiores artilheiros brasileiros em Copas do Mundo

Os maiores artilheiros brasileiros em Copas do Mundo

Poucos países têm uma relação tão direta com o gol em Copas do Mundo quanto o Brasil. Ao longo da história do torneio, a seleção brasileira construiu sua identidade em torno do talento ofensivo — e isso se reflete na quantidade de grandes artilheiros que marcaram época vestindo a camisa amarela a começar pelo Rei Pelé.

A Seleção hoje não tem um camisa 9 titular em alta no time titular, mas a disputa pela artilharia da Copa do Mundo 2026 promete ser acirrada, com nomes como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé.

Maiores artilheiros do Brasil em Copas do Mundo

  • Ronaldo Fenômeno- 15 gols (jogou as Copas de 1998, 2002 e 2006)
  • Pelé – 12 gols (jogou 1958, 1962, 1966 e 1970)
  • Ademir Menezes – 9 gols (jogou 1950)
  • Vavá – 9 gols (jogou 1958 e 1962)
  • Jairzinho – 9 gols (jogou 1966, 1970 e 1974)

Ronaldo Fenômeno: o artilheiro das decisões

Ronaldo celebra gol pelo Brasil na final da Copa de 2002, diante da Alemanha (Foto: APL / Imago)

Ronaldo não lidera a lista por acaso. Seus 15 gols vieram em contextos de altíssima pressão e ajudam a explicar por que ele se tornou uma das figuras mais dominantes da história das Copas.

Em 1998, ainda jovem, foi peça central na campanha até a final, marcando quatro gols e sendo o principal desafogo ofensivo. A derrota para a França acabou marcando aquele ciclo, mas não apagou seu protagonismo.

Já em 2002, viveu uma das maiores redenções do esporte: depois de graves lesões, voltou ao mais alto nível e terminou como artilheiro do torneio, com oito gols. Dois deles na final diante da Alemanha, praticamente decidindo o título.

Seu estilo combinava explosão em espaço curto, arrancada em velocidade e finalização rápida — muitas vezes em poucos toques. Não precisava de volume para ser decisivo.

Pelé: o começo de tudo

Pelé celebra gol pelo Brasil na Copa de 1970 (Foto: Varley Media / Imago)

Pelé marcou 12 gols em Copas, mas seu impacto vai além da contagem. Ele é o ponto de partida da hegemonia brasileira no torneio. É ele quem muda a história do Mundial e transforma-o como conhecemos hoje.

Em 1958, surgiu como fenômeno precoce. Aos 17 anos, fez seis gols, incluindo um hat-trick na semifinal contra a França e dois na final contra a Suécia. Era um jogador completo: força física, técnica refinada e inteligência para ocupar espaços.

Em 1962, apesar da lesão precoce, já era referência absoluta. E em 1970, liderou talvez a equipe mais icônica da história das Copas, marcando quatro gols e participando diretamente de outros tantos. Pelé não era apenas finalizador — era organizador, criador e definidor, tudo ao mesmo tempo.

Ademir de Menezes: o goleador de 1950

Ademir de Menezes tem um lugar único nessa lista. Seus nove gols em 1950 fazem dele o brasileiro com mais gols em uma única edição de Copa do Mundo.

Ademir se destacava pela movimentação constante e pela facilidade em atacar espaços nas costas da defesa — algo avançado para a época. Ele foi o principal nome ofensivo daquela seleção, especialmente nas goleadas sobre Suécia e Espanha.

O peso do “Maracanazo” acabou ofuscando sua campanha, mas, ao longo de todo o torneio, Ademir protagonizou uma das maiores atuações ofensivas já vistas em uma única edição de Copa do Mundo.

Vavá: o centroavante das finais

Vavá em ação pela seleção brasileira na Copa de 1962 (Foto: Schirner Sportfoto / Imago)

Vavá era o tipo de jogador que não dependia de volume para aparecer — ele aparecia quando mais importava. Os nove gols do “Peito de Aço” em Copas incluem marcas históricas.

Foi dele o primeiro gol do Brasil na final de 1958, ajudando a acalmar um time que saiu atrás no placar. Quatro anos depois, em 1962, voltou a marcar na decisão contra a antiga Tchecoslováquia. Poucos atacantes na história têm esse histórico em finais.

Tecnicamente, não era exuberante, mas compensava com posicionamento, leitura de jogadas e oportunismo dentro da área. Era o “9” clássico, que transforma meia chance em gol.

Jairzinho: intensidade e constância

Jairzinho celebra gol pelo Brasil na Copa de 1970 (Foto: BSR Agency / Imago)

Jairzinho marcou nove gols em Copas, sendo sete deles na edição de 1970 — com um feito que o coloca em uma prateleira exclusiva: balançou as redes em todos os jogos daquela campanha.

Atuando pelo lado direito, Jairzinho era um atacante de força física impressionante, capaz de ganhar duelos em velocidade e também no corpo. Sua movimentação confundia defesas, já que alternava entre infiltrações por dentro e ataques pela ponta.

Mais do que os gols, sua regularidade chama atenção. Em um time repleto de estrelas, o Furacão da Copa de 70 conseguiu ser constante do início ao fim — algo raro em torneios curtos como a Copa.

Lista brasileira ampliada

1º) Ronaldo – 15 gols

2º) Pelé – 12 gols

3º) Ademir – 9 gols

3º) Vavá – 9 gols

3º) Jairzinho – 9 gols

6º) Leônidas da Silva – 8 gols

6º) Neymar – 8 gols

6º) Rivaldo – 8 gols

9º) Careca – 7 gols

9º) Bebeto – 6 gols

9º) Rivellino – 6 gols

Fonte: Trivela  |  Autor: Guilherme Calvano

🔗 Leia o original em Trivela ›

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