No penúltimo teste de Portugal antes da estreia na Copa do Mundo, os lusos contaram com uma atuação baseada na estabilidade para vencer o Chile por 2 a 1 neste sábado (6). A primeira etapa foi de dominância por parte dos lusos, que entraram em campo com parte do elenco principal.
Vitinha, Nuno Mendes, João Neves e Gonçalo Ramos, do Paris Saint-Germain, foram poupados da partida após retornarem da conquista da Champions League.
Com 73% da posse de bola no primeiro tempo, Portugal apostou em um jogo de paciência, com ataques mais trabalhados e explorando as laterais, acionando especialmente Rafael Leão e Francisco Conceição.
As possibilidades foram surgindo especialmente nos minutos iniciais. Aos três minutos, Rúben Dias recebeu o cruzamento livre para cabecear, mas Vigouroux impediu a abertura do placar com uma grande defesa.
Logo em seguida, aos oito minutos, Rafael Leão recebeu um passe de calcanhar de Cristiano Ronaldo e disparou sozinho, finalizando a bola no canto direito, que encontrou a trave.
A sequência de oportunidades ainda contou com um belo chute de CR7 após o passe de Bruno Fernandes. O chute, no entanto, parou em Vigouroux, que afastou com o pé. O português ainda chegou a receber um passe e carregar até a área e balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.
Depois dos sustos, o Chile se manteve fechado defensivamente e buscou anular a participação do craque do Al-Nassr. Com a pressão dos portugueses e a tensão para que os chilenos conseguissem frear os adversários, o jogo passou a ser mais disputado fisicamente.
Aos 44 minutos, após uma jogada do ataque de Portugal pela esquerda, Faúndez e João Cancelo se desentenderam, o que acabou se tornando uma briga generalizada com uma agressão de Rafael Leão em Iván Román, também envolvido na confusão. Ambos os jogadores foram expulsos.
Segundo tempo com mudanças e apostas
O segundo tempo reservou, então, uma nova postura das equipes. Pelo lado de Portugal, Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Nélson Semedo deixaram o campo para a entrada de Gonçalo Guedes, Pedro Neto e Diogo Dalot.
Os lusos então passaram a jogar mais abertos. Os portugueses se deram melhor inicialmente, com o gol de Gonçalo Guedes aos 12 minutos em um belo passe de infiltração por parte de Rúben Neves.
Os chilenos, então, buscaram explorar mais o jogo e tentaram criar ofensivamente com entrada de Cepeda e Echeverría. Aos 27 minutos, a equipe comandada por Nicolás Córdova quase chegou ao empate quando Pizarro recebeu uma bola invertida para cruzar rasteiro. A bola sobraria limpa para Tapia, mas Rúben Dias apareceu para afastar.
O recado dos portugueses veio logo em seguida, com uma finalização de Bruno Fernandes após um passe certeiro de Francisco Conceição. O Chile, àquela altura, tentava sair rápido para igualar o resultado, mas sofreu com o erro no início da jogada.
Em meio a mais uma longa lista de alterações no elenco, o Chile voltou a apostar no setor ofensivo, apostando em finalizações próximas à grande área, o que equilibrou o jogo. Foi dessa forma que, aos 46 minutos, Cepeda aproveitou o espaço deixado por Rúben Neves e finalizou no canto, diminuindo o placar.
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