A Coreia do Sul começou a Copa do Mundo de 2026 com o pé direito nesta quinta-feira (11). No Estádio Akron, em Guadalajara, os asiáticos venceram a Tchéquia de virada, 2 a 1, pela 1ª rodada do grupo A.
Os europeus até abriram o placar, com gol de Ladislav Krejci no começo do segundo tempo, mas, no espaço de 13 minutos, Hwang In-beom e Hyeon-gyu Oh transformaram a partida.
O resultado todo foi construído no choque de diferentes estilos dos adversários. Os Tigres, de muitas trocas de passe e movimentações, marcaram gols justamente de pé em pé, com participação decisiva de seus meio-campistas. A seleção tcheca, por outro lado, muito física, apostou nas bolas paradas e quase terminou com um resultado melhor.
Coreia do Sul x Tchéquia: Como foi o jogo
A etapa inicial até teve posse de bola equilibrada (55% contra 45% aos asiáticos), mas um lado foi muito superior. A Coreia conseguiu encontrar muitos espaços nas costas dos volantes e, por lá, Lee Kang-in e Son Heung-min tiveram boas chances para marcar, falhando na conclusão.
A Tchéquia, sem um jogador com característica de passe no meio-campo, sofreu para conectar os setores e só foi perigosa quando conseguiu um escanteio para Tomas Soucek finalizar para fora.
O segundo tempo não mudou a realidade sul-coreana, com o goleiro Matej Kovar brilhando com duas defesas decisivas. A diferença veio no Nároďák– apelido do selecionado europeu — com uma maior efetividade nas bolas paradas, abrindo o placar dessa forma com lateral de Vladimír Coufal rumo à pequena área para Krejci marcar de cabeça.
Porém, a técnica dos Diabos Vermelhos se sobressaiu com dois belos gols em longas trocas de passes. Hwang In-beom, depois de lançamento de Lee Kang-in, cortou o goleiro e deu uma cavadinha. O meia artilheiro, em bola enfiada pelo colega de setor Seung Ho Paik, cruzou para Hyeon-gyu Oh marcar e trazer justiça ao placar.
Coreia do Sul x Tchéquia: Os diferentes estilos pesaram
Desde o primeiro minuto ficou clara a diferença de filosofias dos times. O lado sul-coreano apostava em trocas de passes por seu meio-campo e ataque técnico e de muita movimentação, levando a melhor em geral.
Com a distribuição de Paik e In-beom no meio, Lee Kang-in e Son brilharam com boas associações. O jogador do PSG mais passador, com passes decisivos, como no gol de empate, e o atacante do Los Angeles FC, com ataques velozes contra uma defesa mais lenta dos europeus.
A Tchéquia veio com uma escalação pouco veloz em geral. Era um time muito físico, com média de altura de 1,87m, que tinha enormes dificuldades quando era momento de rodar a bola pelo chão. No entanto, essa dificuldade se alterava quando vinham cruzamentos para a área, em especial nas bolas paradas.
O gol de “latereio” expôs isso. A Coreia do Sul não é tão física e forte como os europeus, que quase retomaram a vantagem gol impedido de Soucek em falta cobrada na área. Outro lateral na área, já após a virada coreana, causou pesadelos e Kim Seung-gyu precisou salvar chute de Adam Hlozek com bela defesa.
O gol de In-beom veio depois de mais de 20 toques na bola. O de Krejci não precisou nem usar o pé. O choque de estilos, perfeitamente ilustrado pela “Opta”, pesou para a vitória sul-coreana.
Segunda rodada do grupo A da Copa do Mundo terá contexto interessante
Será interessante acompanhar como os estilos do vencedor e do perdedor se darão frente aos outros adversários do grupo. A Tchéquia, por exemplo, terá a África do Sul, uma seleção que vem impactada pela derrota por 2 a 0, mas que tem um estilo mais próximo dos sul-coreanos.
Os Bafanas Bafanas também gostam de ter a bola, sair de pé em pé desde o ataque e muita coragem para jogar. A ver se o jogo ser uma “final”, com uma segunda derrota que pode praticamente decretar uma eliminação, mudará nos estilos das seleções.
A Coreia do Sul pega o México, que, confiante pela vitória, é mais veloz e intenso, um encaixe que pode ser mais complexo quando os anfitriões forem verticais. As respostas virão na próxima quinta (18), pela segunda rodada.
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